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Trombocitose: critérios, causas e investigação

Também chamada de: plaquetas altas, plaquetose

Plaquetas acima de 450 x10³/μL. A grande maioria é reativa (deficiência de ferro, inflamação, infecção, pós-operatório); a trombocitemia essencial é uma neoplasia mieloproliferativa a considerar quando persiste sem causa.

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O que é trombocitose?

A trombocitose reativa (secundária) não aumenta de forma importante o risco trombótico e se resolve com o tratamento da causa. A trombocitose clonal (primária) está associada a mutações em JAK2, CALR ou MPL e a risco trombótico e hemorrágico.

Como o hemograma e os exames definem o quadro

  • Plaquetas > 450 x10³/μL, confirmadas em mais de uma medida.
  • Contagens > 1.000 x10³/μL, ou persistência sem causa reativa identificada, aumentam a suspeita de trombocitemia essencial.
  • Critérios da OMS para trombocitemia essencial incluem plaquetas ≥ 450 x10³/μL persistente, morfologia medular compatível e mutação clonal (JAK2, CALR ou MPL) ou exclusão de causa reativa.

Principais causas

  • Reativa: deficiência de ferro (muito frequente), inflamação e infecção crônicas, pós-esplenectomia, hemorragia, neoplasias, pós-operatório, recuperação de plaquetopenia.
  • Clonal: trombocitemia essencial, policitemia vera, mielofibrose, leucemia mieloide crônica.

Como investigar

  • Ferritina e ferro; PCR/VHS; esfregaço de sangue periférico; repetir o hemograma após tratar a causa.
  • Avaliar hemoglobina e leucócitos (outras séries alteradas sugerem doença mieloproliferativa) e baço.
  • Persistente sem causa: pesquisa de JAK2 V617F, CALR e MPL e encaminhamento ao hematologista.

Sinais de alarme e quando encaminhar

  • Eventos trombóticos (AVC, infarto, trombose venosa ou esplâncnica), eritromelalgia, alterações visuais.
  • Plaquetas > 1.000 x10³/μL: risco de sangramento por síndrome de von Willebrand adquirida.
  • Trombocitose com esplenomegalia ou leucocitose importante.

O que este achado NÃO indica

Trombocitose isolada, em paciente com inflamação, anemia ferropriva ou pós-operatório, é reativa e não indica leucemia ou câncer por si só. O valor absoluto das plaquetas não prediz sozinho o risco trombótico.

Exames relacionados

Perguntas frequentes

Falta de ferro pode elevar as plaquetas?
Sim. A deficiência de ferro é uma causa frequente de trombocitose reativa, que normaliza com a reposição de ferro.

Revisão médica

Dr. Carlos Eduardo Miranda Bruzzi Felipe — CRM-MG 105.721

Publicado em:
14 de julho de 2026
Última revisão:
3 de outubro de 2026
Próxima revisão:
14 de julho de 2027
Conflitos de interesse:
Nenhum conflito de interesse declarado.

Referências

  • Schafer AI. Thrombocytosis. N Engl J Med. 2004;350:1211-9.
  • Arber DA, et al. The 2016 revision to the World Health Organization classification of myeloid neoplasms and acute leukemia. Blood. 2016;127:2391-405.